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HG faz cirurgia inédita em Cuiabá para tratar de tumor ósseo em jovem

 

A equipe de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) realizou mais um procedimento inédito em Mato Grosso.

Trata-se de um método seguro e eficaz, conhecido como ablação por radiofrequência é um procedimento com baixo risco de complicações que veio para inovar o tratamento do osteoma osteoide, tumor ósseo benigno que acomete principalmente adolescentes e adultos jovens, sobretudo do sexo masculino.

O procedimento foi realizado em um jovem de 17 anos, que tinha um tumor no fêmur diafisário esquerdo. O procedimento durou 20 minutos.

O médico responsável pelo procedimento, Dr. Nauro Monteiro explica que o procedimento é guiado por escopia (raio x) , onde é introduzida uma agulha que permite perfurar o osso até a lesão. Depois, outra agulha com a ponta ativa é inserida neste trajeto até a lesão. Um circuito elétrico aquece gradativamente o equipamento até que ele chegue à temperatura de 90°C por um tempo de 6 minutos, a lesão térmica do tumor torna-se irreversível, levando a uma completa necrose tumoral.

O especialista explica que o tumor se localizava no fêmur do paciente e o resultado do procedimento foi tão satisfatório que logo no primeiro dia ele  já estava sem dor. “A característica típica dele é dor de maior intensidade à noite, como sentia o paciente que se submeteu ao procedimento e que teve alívio horas após a realização da ablação”, complementa Nauro.

Há outros métodos de ablação, como por microondas, crioablação (frio) e química, utilizados para tratar outros tipos de tumores que surgem em outros órgãos do corpo. “O tumor estava instalado no fêmur, osso frequentemente acometido pelo problema, mas conseguimos tratá-lo e estamos acompanhando a evolução do paciente, que tem sido muito boa”, informa.

Vantagens

A recuperação de forma mais rápida do paciente e complicações menores algumas das vantagens da ablação, segundo o médico. “Em uma cirurgia convencional, que é um procedimento mais complexo, teríamos uma ferida operatória maior, internação por mais tempo e maior período de recuperação”. 

O especialista acrescenta que além de tumores benignos, a ablação pode ser utilizada para tratar tumores malignos em órgãos como rins, fígado e pulmões, mas salienta que nem todo paciente pode ser submetido a um procedimento de ablação.

Fonte: Soraya Medeiros

O tempo da Oncologia Ortopédica.


   A ortopedia, é a especialidade médica que cuida das doenças que acometem os ósseos, músculos, ligamentos  e as articulações. Juntamente, a traumatologia  trata dos traumas ocorridos neste sistema.  O século XX foi o período mais promissor do desenvolvimento da medicina e de suas especialidades. O aperfeiçoamento das técnicas de anestesia e de cirurgias , associado ao extraordinário avanço nos diagnósticos por imagens, tornaram possíveis o estudo de doenças, que ainda não haviam uma diretriz no seu diagnóstico, na sua evolução e em seu tratamento.  É notório que o aumento da velocidade de locomoção do ser humano, trouxe também, um aumento progressivo dos traumas automobilísticos, impulsionando a especialidade ortopédica. Surgiram técnicas revolucionárias nos tratamentos das fraturas , com instrumentais cirúrgicos modernos e técnicas biológicas nas suas aplicações.   Porém, a grande evolução da Ortopedia que ocorreu nos últimos 20 anos, foi a Ortopedia Oncológica.    Esta sub-especialidade, cuida das lesões tumorais que acometem o sistema locomotor, causando alterações significativas na expectativa de vida do paciente.   Os tumores ósteo-musculares , representam 2 % de todos os tumores que acometem o corpo humano. Podem ser de características benignas (sua maioria) ou malignas.   As dificuldades no acesso ao ortopedista especialista e na confirmação do diagnostico, levaram a uma época de difícil manuseio do tratamento, e um complicado prognóstico, pois eram sempre aplicadas as técnicas de amputações dos membros acometidos.Atualmente, com a precocidade na suspeita e na confirmação da patologia, há maior segurança no desenvolvimento do tratamento ortopédico. Ofereçendo maiores condições de qualidade de vida ao paciente . Pois, as técnicas cirúrgicas de salvamento do membro acometido, permite ao paciente o seguimento ao tratamento, sem alterações das suas rotinas familiares e sociais.   O tempo, portanto consagra a especialidade, em demostrar o avanço das técnicas operatórias ortopédicas, nos cobrindo de prazeres e realizações profissionais ao ver o sucesso das terapias aplicadas, salvando vidas.    E o mesmo Tempo, é implacável se houver a demora no diagnóstico. 


Dr Nauro Hudson MonteiroOrtopedista-TraumatologistaEspecialista
CRM-MT 4312 RQE 2068
IOT-USP Oncologia OrtopédicaClinica ORTHO'S.   

O que é osteossarcoma?


É um dos tumores malignos que mais afeta os ossos, normalmente encontrado nas extremidades dos ossos longos ou em torno do joelho, envolvendo as estruturas responsáveis pela formação do osso, destruindo suas células normais e multiplicando as células malignas. As causas são desconhecidas, podendo estar relacionado secundariamente as exposições de radiações , e a mais prevalente são as modificações genéticas específicas. Pode ser diagnosticados em crianças e adultos jovens, em torno dos períodos de crescimento, entre a faixa etária de 15 e 19 anos. Os osteossarcomas podem acontecer em qualquer osso do corpo, mas a maioria dos tumores ocorre no fêmur, na tíbia proximal, nos ossos próximos ao joelho e no úmero, perto do ombro.Os sintomas são pouco específicos e por isso grande número de pacientes não são diagnosticado precocemente, pois atribuem os sintomas às causas banais. E quando ocorre a perda da função com a dor e as vezes até mesmo a fratura patológica, ai se procura o ortopedista oncológico, que inicia a investigação com radiografias simples, podendo já apresentar algumas características especificas, sendo necessário complementação com outros exames de imagens como tomografia e ressonância magnética. O ortopedista especialista em oncologia, segue a investigação com exames laboratoriais e o estudo das células tumorais com a realização da biópsia óssea, que é um procedimento minimamente invasivo e essencial para o diagnóstico.A sequencia do tratamento, será com equipe multiprofissional, com proposta de controle sistêmico da doença (quimioterapia), seguida de cirurgia da ressecção do tumor e reconstrução do seguimento acometido, e posterior quimioterapia.Sendo necessária a reabilitação físicas para retorno as suas atividades e seguimento com equipe especializada para melhora de sua qualidade de vida.

 

Dr Nauro Hudson MonteiroOrtopedista-TraumatologistaEspecialista
CRM-MT 4312 RQE 2068
IOT-USP Oncologia OrtopédicaClinica ORTHO'S.   

Alongar e reconstruir o osso, é possível?


Sim, pois quando ocorre uma perda óssea importante, por fraturas graves , ou até mesmos por falhas genéticas, é possível reconstruir o segmento do osso afetado com a técnica de ILIZAROV. Que foi criada pelo médico Russo GAVRIL ABRAMOVITCH ILIZAROV, após a segunda guerra mundial, com o objetivo evitar as amputações traumáticas e recuperar o membro afetado. Uma falha óssea poderá ser reconstruída com a técnica de transporte ósseo ou com alongamento ósseo. Onde utilizamos fixadores externos dinâmicos como orientador e estimulador do crescimento ósseo,  sendo previamente preparado para o procedimento. Assim, necessita de uma dedicação especial do paciente e do ortopedista especialista em reconstrução para que possa finalizar com sucesso, pois o tratamento pode variar de 6 meses e até mesmo 1 ano. Com a utilização do aparelho de Ilizarov, pode-se realizar o crescimento ósseo de 1 a 2 cm por mês em média, criando a formação de novo osso para preencher as falhas , evitando as amputações .Com esta técnica, é possível que o paciente possa realizar sua marcha sem prejuízo ao tratamento colocando o peso sob o membro em tratamento.Em casos de infecções óssea (osteomielite) , pode fazer parte do tratamento a ressecção do osso contaminado e o seu alongamento para adquirir o tamanho ideal.Também sendo possível utilizar a técnica para complementação estética, em casos selecionados de nanismo (pessoas de baixa estatura) e que tenham o desejo de crescer de forma proporcional até 20 cm. 


Dr Nauro Hudson MonteiroOrtopedista-TraumatologistaEspecialista
CRM-MT 4312 RQE 2068
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